avaliar antes de iniciar os treinos
Avaliação funcional dinâmica
Movimentos toscos, fraqueza muscular, nos levam a criar vícios de
movimentação e como consequência lesões de todo tipo; muscular, ligamentar,
articular etc.
Como as musculaturas estão enfraquecidas a postura fica comprometida
e “feia”, é neste momento que o indivíduo se preocupa com o corpo, mais com a
estética do que a função ou da causa que o levou a ficar desse jeito
Porque avaliar?
A avaliação nos proporciona informações especificas de qual o
caminho a ser seguido no treinamento, condicionamento físico ou para
reabilitação.
Serve como base para montar um programa de exercícios para evitar
lesões e construir mecanismos de movimentos corretos. Isto vem antes de
qualquer meta de mudança física, perda de peso, construção muscular, ou
melhoria de desempenho.
Precisamos sempre de um ponto de partida, principalmente quando se
trata de corpo e movimento, inviável pensar que vamos treinar sem um rumo.
Muitas pessoas começam a fazer atividade física sem pelo menos saber como o
corpo está; que não está muito bem, com certeza, por isso a vontade de fazer
alguma coisa, mas o ideal é saber bom quanto ou ruim quanto.
Saber parâmetros de amplitudes, níveis de força, tipos de
movimentos possíveis ou não, é indispensável para qualquer processo de mudança
principalmente no que diz treino ou melhora de dor.
É essencial para atletas, conseguir identificar dentro do
movimento qual a falha que faz com que ele não corra tão rápido ou não alcance
a amplitude necessária, porque sente dor no movimento.
Vamos colocar todos os dados no papel, por exemplo, testar um
agachamento, filmar ou fotografar e depois mostrar o movimento para o aluno.
Sabemos pela anatomia, cinesiologia e biomecânica os padrões corretos e os
pontos principais a serem observados e vemos quanto está longe do mesmo,
sabemos a partir daqui como começar a treinar ou por educativos, sem ou com
carga, trabalhar mobilidade antes ou não, ver qual parte do corpo envolvida no
movimento precisa fortalecer ou alongar, etc.
É um bom início e principalmente seguro, mas um detalhe que acho
importante e interessante é o confronto que o aluno tem com a sua realidade,
alguns chegam com a ideia de que estão muito mal, pois se sentem fracos ou
incapazes de realizar certas tarefas e na hora de ver o movimento realizado vem
que não estava tão ruim é só arrumar e desenvolver força. Assim no sentido
contrário muitas vezes alunos vem com tanta experiência anterior de treinos
realizados longe de padrões corretos, fixando vícios, que acham que está tudo
bem, mas chegou num ponto de treino que não vai mais para a frente ou em
velocidade, força, potencia, ou começam a sentir dor e se lesionam aí tem que
parar ou voltar para trás o que sempre é muito frustrante. Nestes casos acham
que o exercício ou treino está errado (e as vezes acontece) e na verdade o
corpo foi levado a um ponto que não estava pronto.
Não podemos nos preocupar com velocidade, agilidade ou força antes
de olhar como está acontecendo o movimento. Fundação ou base em primeiro lugar
sempre!!!
Como terapeutas e treinadores devemos ter como objetivo o
mecanismo correto de movimento antes de ir para níveis mais fortes e acelerar
um processo. Aqui está o grande problema, ter paciência e perceber o momento
certo de como e quando partir para um próximo nível de dificuldade, essa é a
única maneira de prevenir lesões e melhorar a performance.
Após a avaliação temos nosso primeiro objetivo traçado que é
melhorar o padrão de movimento ou melhorar a falha deles, devemos nos ater a
como realizar corretamente os mesmos. Separar o que é falta de mobilidade,
falta de estabilidade, fraqueza muscular e dor.
Falamos aqui também da avaliação como processo de prevenção de
lesão, monitorar a evolução ou como melhora na qualidade de vida a fim de gerar
uma expectativa melhor
A maioria dos movimentos testados são de padrões de
desenvolvimentos de controle motor como um levantamento terra, que realizamos
desde pequenos e com facilidade e conforme o tempo vai passando e com a mudança
de estilo de vida, falta de atividade física, fraquezas, falta de mobilidade,
falta de estabilidade, encurtamentos, vão acontecendo e vamos nos afastando de
um movimento aceitável assim começamos a criar vícios que vão se fixando e
tornam-se falsamente reais. Tudo isto gera dor e lesão, começando um ciclo
falta de movimento porque dói e dói porque falta movimento.
Importante: o movimento correto precede ao desempenho. Não podemos
buscar performance sem função correta.
Existem vários mecanismos e testes para avaliar, nos utilizamos a
linha de pensamento do FMs criado por Gray Cook, realmente muito bem pensado e
organizado!!!
São 7 testes de padrões de movimentos:
1- Agachamento
2- Passo na barreira
3- Mobilidade de ombro
4- Estabilidade anterior de tronco
5- Estabilidade posterior de tronco
6- Flexão de braço
7- Avanço
Em cada um deles são observados pontos de falhas, ou seja, os
pontos onde o movimento deixa de cumprir com a mecânica correta.
Um exemplo:
No agachamento:
Pontos a serem observados: amplitudes de quadril, tornozelo e
joelho, mobilidade de ombro, coluna, cada um deles com ângulos específicos,
alturas corretas e sem desvios ao longo do caminho do movimento.
Temos três pontuações diferentes, uma muito boa com nenhuma ou uma
falha que não causa maiores transtornos e que será facilmente corrigida
Uma segunda pontuação onde acontecem falhas em vários ângulos,
perde-se a simetria do movimento.
Uma terceira onde só se observa om esboço do movimento com falhas
em todos os pontos avaliados.
Então, a partir desta observação podemos saber o que trabalhar, ou
em qual ponto específico devemos prestar mais atenção ou iniciar a correção.
Tudo isto para não perder tempo em regiões desnecessárias, ou perder de vista o
ponto que era o “responsável” pelo movimento incorreto.
Arte de saber observar e corrigir.

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